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domingo, 16 de setembro de 2012

É preciso ter fé

Na vida de todos há os bons e os maus momentos.
Mas há também aqueles que nem são bons nem maus, são de reflexão.
A vida passa e como não estamos batendo asinhas no céu feito anjinhos, coisas acontecem. Algumas nos surpreendem, outras não, são esperadas. E nem sempre sabemos lidar com tudo.
E quando isso acontece, as mãos divinas te acolhem e convidam a reviver sua fé.
Nos últimos tempos, por onde vou acho uma Igreja aberta, me chamando para entrar ou uma imagem que me ressalta a força e fé que me move.
Esse São Francisco aí, encontrei no pátio da Igreja da Porciúncula hoje pela manhã.
Na semana passada, em Visconde de Mauá, encontrei minha Madrinha, esperando para me abençoar.
Na Igreja sinto-me viva, capaz, pronta para recomeçar.
E a vida é assim, feita de recomeços.
Uma semana de amor e paz para você e para mim também.




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Acabei: Morte e Vida de Charlie St. Cloud


Quando comecei a leitura, logo imaginei que o autor fosse entrar naquele clichê fácil de falar de morte e vida. Ou ainda, de vida após a morte. É sempre uma receita fácil de sucesso uma vez que, muitos de nós, não se conforma ou entende a morte. Romper vínculos é sempre algo doloroso e quando alguém nos é tirado de forma abrupta, a situação é muito pior.
As primeiras histórias envolvendo bombeiros e crianças já me deram vontade de abandonar o livro. Não estou num momento muito propício à choros. Ainda bem que não o fiz.
Apesar e, sobretudo, pelo fato de falar de perdas de uma forma tão sutil e única, o livro encanta. Fala de ganhos, mostra possibilidades. Cita santo e milagres de um jeito tão natural e despretensioso que, mesmo quem não acredita neles, pode e deve ler. Não implica em fé (que eu tenho e para mim a leitura foi feita a partir dela). O leitor que não crê pode ler como obra de fantasia e, ainda assim, é um belo livro.
A culpa também é abordada de um jeito diferente. É tratada como compromisso, mas não um fardo. E, diferente do que se pode facilmente imaginar, o mocinho da estória não é um ser amargurado.
Aos que ficam imaginando se há muitas referências religiosas no livro, um comentário: apesar do tema da vida após a morte, não há citações a Deus ou algo do gênero como pontos centrais na obra. A impressão que eu tive foi que o livro pode soar como uma daquelas obras espíritas de consolo para os que perderam pessoas que amavam, principalmente na sua parte final. No entanto, isso acontece sem qualquer tom doutrinário, o que mostra um grande domínio do autor sobre sua história e uma intenção muito bem definida antes de escrever um livro como este.
Um bom menino que comete um ato improvável causa a morte de seu irmão, abdica da vida comum para dedicar-se a seu irmão e é resgatado desse destino auto imposto por um amor, improvável.
Não dá para contar mais uma palavrinha sequer. Leia e emocione-se. É meu bom conselho hoje!

Virou filme, claro. 
Vale uma espiadinha no trailler aqui

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Salve Jorge!

(São Jorge (Franceschini, 1718)

Não sou devota de São Jorge e não concordo em estabelecer feriados do jeito que foi feito com o dia de hoje.
Isto posto, vamos a outro ponto: a simbologia da imagem e a beleza da oração a São Jorge são, indiscutivelmente muito fortes. É a imagem da superação dos obstáculos, do protetor.
Todas as vezes que ouço esta oração, seja cantada pela Fernandinha Abreu  ou Jorge Ben ou declamada pelos astros na Globo, no dia do santo, eu me emociono e volto ao preceito de que ter fé é fundamental à sobrevivência do homem. Fé numa imagem ou no que ela significa, fé na vida, fé em si...
Aqui, você ouve a Fernanda Abreu. É forte!



Oração a São Jorge


Eu andarei vestido e armado com as armas
de São Jorge para que meus inimigos
tendo pés, não me alcancem;
tendo mãos, não me peguem;
tendo olhos não me vejam
e nem em pensamentos eles possam me
fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não
alcançarão, facas e lanças se quebrem
sem o meu corpo tocar,
cordas e correntes se arrebentem
sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo me proteja e me defenda
com o poder de sua santa e divina graça,
Virgem de Nazaré me cubra com o seu
manto sagrado e divino, protegendo-me
em todas as minhas dores e aflições,
e Deus com sua Divina Misericórdia e
grande poder seja meu defensor
contra as maldades e perseguições
dos meus inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de
Deus, estenda-me o seu escudo e as
suas poderosas armas, defendendo-me
com a sua força e com a sua grandeza,
e que debaixo das patas de seu fiel
ginete meus inimigos fiquem humildes
e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deus,
de Jesus e da falange do Divino
Espírito Santo.