sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Um cantinho...

A gente às vezes olha uma foto e não tem ideia do que se passa por trás dela. O que significa. Quanta história carrega!

Esse cantinho é muito especial! É minha vista de um sofá que tem mais de 50 anos e que eu amo. Já li muito, chorei, tricotei e crochetei nele. Já cochilei algumas vezes até. Ele teve muitos forros diferentes e o estado atual dele é : está precisando de outro! Então, joguei umas mantas e almofadas e está lindo, como sempre.

Na mesa um livro fofo que devorei em uma noite! Gosto muito de ler romances de época e tenho uma boa justificativa: passam-se em outro tempo, geralmente as escritoras fazem uma boa pesquisa e, como historiadora, isso me atrai. Outro motivo é que são situações impossíveis de acontecer atualmente, diálogos interessantes, vocabulário rico e... são incrivelmente banais. E livros banais que não me acrescentam em nada são muito importantes. Refrescam meus pensamentos. Isso é do que eu preciso atualmente! Deixo os grandes filósofos para os mais jovens que ainda não têm a preocupação de se manter economicamente, que tem força para mudar o mundo e pele boa.

A toalhinha de crochet foi um exercício. Copiei  de uma que minha avozinha fez há muitos anos atrás e fiquei bem feliz com o resultado. A maior parte dela foi tecida nesse sofá. As rosas em cima do candelabro foram dadas pelo Mozinho. Elas acendem e ficam trocando de cor. Um mimo!

Ao fundo, uma almofada de menina do campo que comprei em Visconde de Mauá de uma senhorinha fofa que ensina crianças a arte de costurar. Ao lado, uma que fiz usando a linha barroco só em ponto tricot. Um projeto simples e querido.

Ao fundo um aparador com coisinhas queridas: uma caixinha que a Vanessa (que fez Direito comigo) pintou e me enviou. Tem uma corujinha em cima. Dentro, enchi de bilhetinhos da sorte para quem vier aqui em casa. Uma toalha branca crochetada pela minha avó Liquinha que sempre achei perfeita mas que ao tenatr copiar vi que tem umas "tretas" rsrsrs.Tem também um bule com lavandas que eu amo tanto pela aparência quanto pelo perfume e resultados terapêuticos, a torre Eiffel ( símbolo da cidade que é minha paixão), um porta incenso dado pelas vizinhas Sandra e Patricia e duas velas perfumadas que ganhei do Flávio em Penedo. Atrás, não aparece mas tem um quadro de flores brancas entalhado em madeira adquirido pelo Mô em Maringá e dois outros que trouxemos de Paris retratando o amor de um casal na chuva, em Paris!

O que parece simples, não é. Tem muita história. Minha história!

Minha casa tem muitos cantinhos. Acho que é feita de cantinhos, de lembranças, de amores!

E você? Tem um cantinho especial?

Carpe Diem!



2 comentários:

  1. Encantada com seu cantinho, suas histórias. Gostei de entender porque gosta desses romances que lê; qdo passo nas livrarias e os vejo, lembro de você:) tá cheia de razão.

    Meu cantinho é minha sala toda kkk apto pequeno e tudo se concentra na sala, bau de lã, gavetas de fitas, botões, agulhas; estante de livros amados, escrivaninha kkk entendeu a zona? as pessoas acham-na acolhedora (será que queriam dizer estranha? tão a dona? rss
    bjinhos e excelente final de semana.

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  2. Oi, Ká!
    Ando correndo tanto que só vi seu comentário hoje, quando resolvi reativar o blog que andava meio esquecido.
    Sou muito suspeita para comentar mas pra mim, a casa tem que ter vida, tem que refletir seus ocupantes. Essas casa lindas e estéreis não me atraem em nada.
    Sua sala deve ser linda como você!
    Mil beijinhos

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