primeira lê o ramo sírio enquanto o segundo, o persa.
O desenrolar desse desafio você pode acompanhar aqui e aqui como eu também tenho feito.
Em dezembro eu havia perguntado a Lanynha se ela já tinha lido e a lindinha me mandou fotos dos livros, logo depois nos presenteou com o desafio.
Enquanto isso estava lendo a Noite das Mil e Uma Noites, do Naguib Mahfouz do qual já lhes contei. Livro tão interessante que rendeu horas de debate no quintal ontem. O Naguib usa como pano de fundo e mesmo como inspiração contos das mil e uma noites,mas a história versa sobre o binômio poder/corrupção.
Gente, é assunto que dá panos para manga!!!!!!!!!!!
Muito bom! Valeu cada segundo.
Mas, eu ainda persistia no intento das Mil e Uma Noites e optei pela mesma versão da Lanynha.
Fascinante!
Por conta disso, outra discussão veio à baile. Na sala dos professores, eu contava uma das noites quando surgiram os seguintes comentários:
- Jovem lê pouco
-Não temos literatura nacional para jovens
-Deixem que os meninos leiam Harry Potter ( que aliás, li toda a saga) e Crepúsculo...
Então, no meio disso tudo vi que a questão não é que jovem lê pouco. O fato é que brasileiro lê pouco e acredito que parte disso reside no fato de que temos poucos contadores de estórias. Machado de Assis é, talvez, a grande exceção , José Lins do Rego com a saga do Menino de Engenho em menor escala e , modernamente Ariano Suassuna. A molecada ama.
Não adianta dar Guimarães Rosa para os bichinhos lerem. Não rola. E olha que eu curto o GR.
Isso me faz voltar no tempo uns seis anos, para umas turmas de 3º ano que tive muito especiais.
Trabalhei Era Vargas junto com a professora de Literatura, a Simone, e fizemos uma lista de livros literários que falavam da época ou que foram escritos à época. Como tínhamos um trabalho muito intenso, a molecada topou e leu, ao cabo de dois meses, toda a lista.
Ao fim do período, era quase impossível dar aula porque eles queriam debater todo o tempo, tirar dúvidas, buscar novas fontes...
Toda vez que me recordo disso, lágrimas me vêm aos olhos.
Os lindinhos estão por aí, no mercado de trabalho. E a cada vez que a gente se esbarra tem comentário do tipo: professora, lembra da Era Vargas, do nosso trabalho? Pois é, outro dia blablabla
O que é que paga isso? NADA
Só para finalizar o post: perceberam que tem uns óculos sobre o livro?
Fiquei velhinha! Vista cansada.
Ai sais!






