segunda-feira, 9 de março de 2009

Entre mulheres



Escondo mulheres nas entranhas
Nesta hora madura
Em reverso
Fazem-se criança
Moça tola
Mulher da vida
Chamam-se Marias
Anas libertinas
Liberta
Outra é Carmem
Prisioneira da vontade alheia
Amam e são desamadas
Às vezes desalmadas
Desasistidas
Desiludidas
órfãs
São mais-que-perfeitas
Sobrevivem com histórias de príncipes
Medos e versos
Trazem o fogo
Farejam suas crias
Mesmo humilhadas, feridas!
Alforriam-se nas lágrimas
Mudam os trapos
E são insanamente mulheres vaidosas
Miro-me nelas.
Fátima Cerqueira
Fátima Cerqueira é poeta e é minha tia Pata querida. Aquela que me iniciou no caminho das palavras. Beijo tia e obrigada pelo carinho.

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