terça-feira, 5 de maio de 2009

CEAL



É aqui, nesse lugar lindo que eu leciono.

O local? Colégio Estadual Aurelino Leal.

Podem imaginar que isso já foi a residência do dito cujo? Pois é.

Essa é a visão que eu tenho da sala dos professores.

Mas a paixão vai além da arquitetura neoclássica. Por dentro é que esse colégio é especial.

As pessoas que o freqüentam, por trabalho ou aprendizado parece que vão se contaminando. Os alunos do último ano fazem camisetas panfletando o orgulho que têm de lá e predizendo o sucesso que almejam.

É longe de minha casa, mas não consigo sair de lá. Nem quero.

Já não disse que nesse bimentre discutimos Iluminismo com textos de David Hume, Voltaire, Locke?

Tente fazer isso em outro lugar com outra platéia. Desafio lançado.

Os meus moleques lêem. Isso é bárbaro!

( Tudo bem que sou carrasca, tenho um olhar fulminante, dou visto diário nos cadernos e não admito tarefas sem fazer. Mas eles fazem!!!!!!!!!!!!!)

O bom é quando chega o início do ano seguinte e eles vêm contar o que andam fazendo.

Nossa! Dá a certeza de que as coisas e o mundo pode ser um lugarzinho melhor.

Já mostrei num post sobre o trabalho voluntário de dois ex-alunos. Também já falei dos meninos e meninas da Orquestra de Corda, do Jovem Aprendiz, tem corretor da Ágora, enfermeira, nutricionista, psicóloga (tomara que não tente analisar o que fiz com a cabecinha dela!), socióloga etc. Tem ex-aluno espalhado por todo canto, fazendo trabalho de qualidade.

E tem um, em especial, que me deu um trabalho danado e que está em ritmo de cumprir uma aposta.

Explico: Dei aula para o moleque da sexta série (hoje sétimo ano) até o 3º ano do Ensino Médio. Eu já não o agüentava e nem ele a mim. Era levado até não poder mais!!!

No terceiro ano, depois de uma discussão, chamei o menino no corredor e disse um monte de bobagens para ele. (sei que não devia ter feito isso, mas fiz e ponto)

Ele voltou para a sala, falou com a turma o que eu tinha dito :"que daquele jeito ele não iria ser ninguém" e blablabla

E disse mais. Disse que ele iria ser mais que alguém pois tinha passado todos esses anos comigo e que alguma coisa ele aprendeu. Que, aliás, iria ser Delegado da Polícia Federal.

Bem,levei na brincadeira e disse que faria uma aposta: se ele fosse delegado, seria Ministra do STF.

Resumo da ópera: estou perdida! Preciso de apadrinhamento político ou estudar por demais, escrever 300 livros, aparecer na mídia, etc. para ganhar a aposta.

Sabem por quê?

Por ele já fez alguns concursos públicos e passou em todos. A cada ano ele vai até o colégio e repete o desafio. Pergunta-me o que já fiz até agora para cumprir a promessa porque ele está fazendo a parte dele.

O CEAL é ou não um lugar de gente especial?

Detalhes importantíssimos:

1-dos colegas eu falo em outro capítulo,tá? Tem muita história

2- fui para lá por conta do Flávio do Moleskine Eletrônico... Mas isso também é outra história. Vem no tema " Minha vinda para Niterói" - em breve- kkkk

2 comentários:

  1. Nossa, que legal! Como você foi para lá, hein? Mô.

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  2. Estou doida pra saber agora... ai ai ai ...comece na fofoca Bellllll

    PS obvio: eu acho essa escola linda...sempre passava por lá quando saia da UFF/Direito ....

    BJKAS

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