quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pessoa, de novo, ora pois.

Gente, quando falo sobre as grandes navegações portuguesas, não posso deixar de lado o Mar Português.
Não raro, tudo fica tão intenso com a interpretação dos versos que os olhos marejam. Meus e dos meus pupilos. Lindo, lindo, lindo!
Mas o poema me acompanha, persegue mesmo.
Encantei-me por ele ainda na infância.
E sempre o vejo por algum canto inusitado: nas paredes do restaurante do Seu Antônio, no Forte São Luiz onde minha Luiza dançou no Rancho Folclórico Luiz de Camões numa inauguração aos azulejos em homenagem a Pessoa...
Então, um pouquinho desse mar salgado que nos deu raízes européias!


Ó mar salgado,
quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos,
quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Lindo, profundo, sentimental, português, ora pois!

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